segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

POEMA DESCONFIGURADO

POEMA DESCONFIGURADO

DENNYS MICHEL (pseudônimo de Dennis Freitas, o qual usarei a partir de hoje)

Não me nego que eu me nego
Nego  apenas o incerto
Mas o incerto é certo
Ou será o certo ser incerto

Nego que não nego
Não nego que me prendo
Nego que solto
Sou preso-solto

Solto-preso eu nego
Liberdade eu preso
A maldade eu nego

A música é perfeita
O poeta imperfeito
A poesia é perfeita
A palavra a enfeita

Linha sozinha
Sozinha a Linha

O traço não nego
O laço eu pego

Quero o que não quero
Não quero o que quero

Espero-corro
Corro-espero

O circulo é infinito
A história é sem fim
Mas o que é que será de mim?

Eu me sinto amado
Sou desalmado
Desossado estou
Com minh'alma eu vou

A massa eu moldo
O aço é soldo

O que há de errado com o não
Talvez seja a falta do pão

Alado o cavalo espero
Cavalo alado é que quero

Não quero branco
Nego também o preto
Não por preconceito
Não é porque não aceito

Simplesmente gosto do cavalo azul
Simplesmente nele posso andar nu

Não quero guerra
Quero a paz
Não nego nenhuma amizade
Deus me livre da inimizade

Chega!
Já estou cansado
Cansado estou
Deste poema desconfigurado.

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