quarta-feira, 5 de junho de 2013

BRIGITE

         
                                                    BRIGITE

      Não é fácil falar de mim, mas, acho necessário, esse é um texto que é mais que um texto é uma confissão. 

        Não é fácil para mim, mas, eu preciso falar dessa desilusão. Não quero que se realize com vocês o que comigo aconteceu. A história é a seguinte.

        Estava eu no parque da minha pequena cidade de Morangópolis, toda feliz, com o meu vestido rodado meu sapata azul dançando e dançando. 
         
       Mas, de repente me aparece um belo rapaz, meus olhos brilharam igual diamante, isso segundo uma amiga minha, mas, uma coisa eu sei foi amor a primeira vista, não conseguia tirar os olhos do rapaz nem por um segundo.

      O legal era que ela também correspondeu isso, ele nem olhou por onde andava, tropeçava em pedras aqui e ali, mas nem ligava para a dor que sentia, seus pais o chamaram ele nem ouviu.

       Para eu e ele saíssemos do transe tivemos que esbarrar em duas árvores eu na praça e ele numa da calçada que fica em frente a casa na qual ele e seus pais iriam morar.

        Passaram-se alguns dias, ele foi matriculado na mesma escola que eu e só então a gente pôde se falar. 

        A conversa foi assim:

       - Oi, me chamo Roberto. Qual é o seu nome?
       - Eu me chamo Brigite.
       - Bonito nome.
       - O seu também é.
       - Você mora nessa cidade a quanto tempo.
       - Eu nasci aqui. E você veio de onde?
       - Eu nasci no Rio de Janeiro, porém antes de vir para aqui eu morava em Santos - SP.
       - Eu fui lá no Rio, em Santos eu ainda não fui, mas, tenho uma amiga que foi e adorou.
       - O Clima daqui parece bem agradável.
       - É sim. Aqui não costume de esfriar demais e nem tampouco esquentar demais. 
       - Acho que vou gostar daqui. Aliás acho que já estou gostando.
       - Eu não conheço outros lugares, mas, aqui pra mim é muito gratificante morar.
       - Brigite seu trabalha em que?
       - Meu pai é o alfaiate da cidade. Afinal aqui é uma cidade pequena ainda não temos lojas de roupas.
       - E a sua mãe?
       - Ela é costureira, ela faz as roupas femininas da cidade, além de costurar minha mãe ajuda a minha tia que a padeira e confeiteira da cidade. E o seu pai Roberto faz o que?
        - Meu pai é um empreendedor ele vê uma possibilidade e investe nela, montando um negócio que seja bom para ele e lucrativo para a cidade.
        - Legal. E a sua trabalha?
        - Sim. Ela é administradora de negócios. Acho que aqui nessa cidade ela vai ter muito trabalho.

        A conversa se estendeu por muito tempo ela só foi interrompida quando o sinal do colégio tocou avisando que já estava na hora entrarmos.

          Ficamos nos falando através de e-mails, facebook, twitter, e até pelo celular.

          Houve então o dia D, foi o dia em que ele tomou coragem e me disse:

          - Você deve se lembrar da primeira vez em nos vimos, foi um estado de transe, eu não ligava para nada além de você e percebi que o mesmo acontecia com você. Eu não sabia o que era, mas, depois de conversarmos por dias no colégio e nas redes sociais percebi uma coisa.
          - O que foi que você percebeu?
          - Que estou completamente apaixonado por você!
        - Que estranho, eu também sinto isso, eu acho que eu estava esperando você tomar a iniciativa de dizer isso.
           - Então me responda uma coisa.
           - O que?
           - Quer namorar comigo?
           - Claro que quero!

           Até então eu estava muito feliz. Parecia que eu estava vivendo um conto de fadas, eu uma princesa e o Roberto o meu príncipe encantado.
           
           Nosso namoro foi muito bom. Até o dia em que tivemos que nos separar, pois o Roberto ia fazer faculdade no Rio e eu ia fazer em Santos, seria a primeira vez em que ia a Santos.

            A gente ainda ia se falando pelas redes sociais e e-mail, mas, não era a mesma coisa.

           Eu sentia que a distância iria nos afetar de alguma forma, mas, eu não sabia como. Eu não entendia o que estava acontecendo, de repente ele deixou de entrar nas redes sociais, não me mandava mais e-mails, nem mesmo respondia os que eu lhe enviava.

          Achei um tanto estranho liguei no celular dele e ele não atendeu, quem atendeu foi uma mulher, desliguei na hora. Eu comecei a desconfiar que ele estava me traindo. Resolvi que no feriado eu ia atrás dele, ele tinha me dado o endereço de onde iria morar.

              Qual não foi a minha surpresa quando apertei a campainha, uma mulher seminua atende a porta, pergunto por Roberto, ela então Grita:

                 - Amor, tem alguém querendo falar com você!
                  
                   Roberto vem de roupão, olha assustado e me diz:
                
                - Benzinho, quanto tempo!
                - Não tem vergonha não!
                - Você é o meu grande amor Brigite!
                - Você não me ama. Se me amasse não estaria com outra!
                - Benzinho, não é o que você está pensando. Ela é só uma amiga.
                - Amiga! Amiga não chama ninguém de amor. Para de mentir Roberto!
                - Brigite!
                - Você é um cafajeste! Não vale nada! Promete ser fiel e se envolve com outra mulher!
                - Amor!
                - Não nunca mais disso! Vê se me esquece! Não me procure mais!
                - Brigite! Brigite! Brigite! Por favor me escuta!
              
                Eu saio correndo chorando, lembrando dos bons momentos que eu e ele tivemos juntos, das velhas promessas que fizemos um para outro.

                    O pior é que muitos homens me procuravam, eu negava a todos, eu sempre fui fiel, mas, ele quebrou meu coração, ele me traiu.

                       E eu ainda o amo, eu não consigo esquecê-lo, não consigo nem me envolver com outros homens, eu já tentei diversas vezes, mas, não dá, aquele canalha não me sai da cabeça.

                           Um dia ele veio apertou a campainha e de joelhos veio e me pediu desculpas, ele me disse que seu o aceitasse de volta ele nunca mais me trairia.

                            Ele quis contar a história, ele falou, falou e falou tanto que eu acabei ouvindo:
                      
                            - Brigite, eu sempre te amei, mas, eu não quero mais mentir para você. Aquela mulher foi uma colega de faculdade, eu sentia tanto, mais tanto a sua falta que eu comecei a pirar, em todas as mulheres que eu olhava eu via o seu rosto.
        
                                 - E você acha que eu vou acreditar nisso!
                            - Sei que é difícil de acreditar nisso. Mas é mais pura verdade, até aquele dia em que você bateu na porta do meu apartamento acreditava que aquela mulher era você, só depois de ver seu rosto na porta que eu percebi que eu estava com outra pessoa..
                                  - Você viu a minha pessoa naquela mulher. Até parece! Você que sempre foi  o todo certinho, sempre perguntava dos documentos das pessoas não pediu o dela. Aposto?
                              - Brigite, como eu achava que era você, aliás como eu via você eu não pedi documento. Por favor acredite em mim. Eu juro que eu contando a verdade.
                             
                             E sabem o pior é que mesmo não acreditando na história, eu acabei perdoando. Hoje vivemos uma situação boa, quer dizer eu ainda não confio cem por cento nele, mas, eu o amo. 

                                Ele me fez feliz, por ter me dado o Arthrzinho, nosso único filho, eu estou educando meu filho para ser um bom rapaz, que ele seja íntegro, honesto, fiel e amoroso com a pessoa com a qual ele se envolver.

                                                                A todos que leram essa história espero que ela seja uma lição.          

                                
                            


          


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